cleaning out
Feriados são sempre bem-vindos. Principalmente neste meu período de semi-férias, fim de semestre.
Agora quer me ver feliz? Faz São Paulo ficar tão vazia e linda (e limpa) como nesses feriados quando todo mundo quer mais é sair da cidade.
Veja bem, não é bairrismo, mas eu realmente acho que as pessoas deveriam procurar melhor o lugar onde elas vivem. Será que todo mundo aqui gosta de viver no caos, nesse lugar onde até pra tomar café-com-leite na padoca tem que pegar fila? Duvido. Mesmo porque, um monte de gente vive reclamando disso. Que tal procurar então um canto sossegado nesse brasil varonil? Aqui não tem praia, é poluído, caca, caca!
Eu sou do tipo que não tem conserto. Não que eu goste de pegar trânsitos de 200km só porque uns metroviários resolveram que não tão afim de trabalhar, mas acho que faz parte. Adoro essa porcaria de concreto, mesmo no estado em que está. Como disse meu amigo outro dia, eu amo São Paulo não pelo que ela é, mas pelo que poderia ser. Essa esperancinha idiota é típica de brasileiro não... como se eu fosse viver pra ver isso aqui virar algo bonito. Mas eu não ia viver bem em um lugar menos megalópole, menos cheio de tudo por todos os lados.
O que eu não gosto é multidão, é a concorrência (até por isso eu prefiro de ficar no meu apê, zen, ouvindo o que eu gosto, tocando o que eu gosto). E por isso eu amo ficar em São Paulo nos feriados: a Av. Água Espraiada, toda ensolarada, em sua séria comprideza, sem uma alma viva em pleno meio-dia não poderia ser mais agradável. Parece que o mundo fica exatamente como ele deveria ser.
