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sexta-feira, agosto 22, 2003

Dreaming is my All The Time


Prêmio "disco que não sai da minha vitrola" da semana:

SAVES THE DAY - IN REVERIE.

Eu já gostava de Saves the Day quando eles eram uma banda claramente "Emo". Mas esse CD tá uma coisa fenomenal. O mais legal é que parece que os caras ouviram muito Los Hermanos!
O mais incrível é que mesmo assim, eu tô vidrado no disco. Pop no sentido beatlico da palavra. Quem tiver em dúvida, baixe "Driving in the Dark" e o single "In My Waking Life" e me diz o que achou.

DICA: Se vc só achar versões ruins, no site da banda tem um Player que toca 2 músicas novas, muito boas.

quarta-feira, agosto 20, 2003

Relatório Sobre a Reinauguração do MIS (Museu da Imagem e Som) Sob o Aspecto Culinário


ou

Se Não Têm Pães, Que Tomem Sopinha


por Nando Rossi


A multidão se aglomerava no espaço da casa, feita para comportar alguns curiosos mais aculturados, mas que aquela noite fria, parecia pequena para tanta gente. Homens e mulheres se acotovelavam para conseguir um pouco das sopas perfumadas que eram distribuidas, trocavam olhares em cima da mesa dos pães, como tigres há meses sem comer que finalmente encontravam uma presa. As bebidas que restaram permaneceram em seus vidros, pois os copos foram extintos em questão de minutos.

Não, não se trata de um programa resultante do programa Fome Zero. Nem mesmo de mendigos em um albergue, apesar de ter sido essa a impressão que a classe média passou durante o evento de reabertura do MIS (o Museu da Imagem e Som).
Se por um lado a noite de 18 de agosto de 2003 foi marcada por glamour, personalidades e principalmente a histórica reinauguração de um importante centro cultural na capital Paulista, também foi uma excelente desculpa para muita gente jantar de graça.

Mas apesar da voracidade com a qual os quitutes foram atacados soar um tanto descabida, a qualidade e variedade da comida era excelente. Duas mesas abrigavam pães de forma, italianos, franceses e baguetes e patês saborosos, de queijo, tomate seco e outro sabor que não pude identificar.

A outra parte do banquete foi fornecida por parcerias inteligentes realizadas com marcas já famosas: logo na entrada, avistava-se um stand da marca Chandon, onde eram distribuidas taças - que rapidamente se esgotaram - cheias da champagne, coerente com o intuito do evento; mais adentro no salão, havia um stand com três tipos de sopas (ervilha com bacon, batata com alho-poró e um terceiro sabor que também não consegui definir), as quais eram cuidadosamente servidas em canecas de lata por estudantes uniformizadas - e lindas, por sinal - da faculdade Anhembi Morumbi.

No piso superior, uma atração não-culinária mas igualmente deliciosa era o jazz sonoro gerado por três garotos, cujos primeiros fios de barba devem ter surgido duas noites antes do evento, mas que tocavam com uma precisão e calma que muito tocador profissional invejaria.

Torçamos para que essa multidão que compareceu tão desnutrida na reinauguração continue frequentando o museu, alimentando também os olhos e ouvidos com o acervo espetacular que volta agora ao domínio público.

Ave Jeff Buckley.



Alguém que escreve assim, toca assim e canta assim não merecia morrer assim.

Same winners...same death


Não agüento mais piadinhas comigo. Tenho vontade de sair pelado com uma serra-elétrica na mão para cortar a cabeça de muita gente.

Vou perseguir os que me perseguiram, fazer correr por diversos corredores, sentir pânico...

Eu imagino isso, olho para cima e me maravilho com essa possibilidade.

E para as pessoas que mantêm distância de mim mesmo me achando um cara legal - que assistam tudo isso. Esse sou eu.

terça-feira, agosto 19, 2003

I Fell In Love With The Actress, She Was Playing A Part That I Could Understand


Como sempre, já recebi milhões de indicações em tempos anteriores, inclusive de um amigo que venerava Cortez The Killer, mas nunca me interessei. Afinal de contas, não tem aquela diferença entre o tempo histórico e o tempo geológico (no primeiro caso, dez mil anos são uma eternidade e no segundo, apenas um breve momento)? Então, bem-vindos ao tempo nando. As músicas e os artistas passam pelo meu gosto seguindo uma certa progressão, as vezes lógica, às vezes não.
O fato é que eu estou parado em Neil Young. Principalmente no álbum "Harverst", de 1972. Que disco abessurdo! Foi o primeiro álbum de Young a alcançar o topo das "charts" nos Estados Unidos. E ainda não envelheceu.
A mixagem é uma obra de arte, o baterista é um cara minimalista e bom pra caramba. Pegue a primeira faixa, Out On The Weekend e perceba a mágica que o cara faz com a batida. Parece que é simples, mas não é. Tipo na hora em que o Neil diz: "The woman I'm thinking of...", o ritmo dá um tipo de soluço, que eu não tenho nenhum termo técnico melhor para definir. O caso é que eu fico ouvindo essa música só pra ver quando dá essa paradinha e tentar entendê-la.
Em "A Man Needs A Maid", fica nítido que Emo é uma expressão que não se limita ao mundo do Hardcore. Piano, orquestra, vocais desesperados, uma letra de partir o coração. Inclusive, gostaria muito de descobrir de o Conor Oberst, do Bright Eyes, é influenciado pelo Neil, pois algumas músicas dos dois têm muito à ver.
O disco inteiro vale a pena, e vira mais uma dica do nando pra você baixar no Soulseek enquanto isso não vira crime federal.